Home Política Ex-juíza revela mágoa com TJ e elogia “gesto humanitário” do governador de...

Ex-juíza revela mágoa com TJ e elogia “gesto humanitário” do governador de MT

0

Selma Arruda alega que ainda recebe ameaças por conta de sua atuação contra o crime organizado

A juíza aposentada e pré-candidata ao Senado, Selma Rosane Santos Arruda (PSL), vai entrar com uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) questionando os critérios adotados pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso para a concessão de escolta pessoal aos magistrados do Judiciário Estadual. Selma se aposentou no fim de março deste ano, e possuia escolta pessoal.

Porém, o benefício foi suspenso pelo presidente da comissão de segurança do TJ-MT, o desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, em 21 de maio. A juíza aposentada deu a declaração durante uma entrevista concedida ao Jornal do Meio Dia desta quarta-feira (13).

Selma Arruda criticou os critérios técnicos adotados pelo TJ-MT para a concessão da guarda pessoal. Segundo ela, os magistrados precisam ocupar a Sétima Vara Criminal, onde atuava, de maneira “segura” e não “amedrontada”. “Essa decisão foi tomada com base nesses preceitos que estão equivocados. Por isso que vou recorrer ao CNJ. Até acho importante que isso seja discutido lá porque os próximos magistrados que vierem a ocupar a cadeira tem que chegar com segurança e não amedrontados”, disse ela.

Selma Arruda também analisou que, de acordo com os critérios adotados pelo Poder Judiciário Estadual, o magistrado aposentado praticamente não pode ter vida pessoal para fazer jus a escolta. “As normas técnicas que se seguiu foram erradas. O protocolo de segurança que o Tribunal de Justiça segue é um protocolo que a pessoa, para manter a segurança, para merecer a segurança, não pode sair de casa, frequentar locais públicos. Ou seja, ou você frequenta local público ou fica viva”, queixou-se.

Durante sua atuação na Sétima Vara Criminal do TJ-MT, Selma Rosane Santos Arruda ficou conhecida como uma juíza “linha dura”, que mandou prender alguns dos mais notórios políticos e empresários do Estado, como o ex-governador Silval Barbosa, o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), José Riva, o empresário Alan Malouf, além de outros “peixes graúdos”. Durante a entrevista, entretanto, a juíza aposentado revelou sentir mágoa do Judiciário do Estado.

Ela narra que, além de políticos e empresários de renome no Estado, também foi a responsável pela prisão de líderes de facções criminosas – como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) -, e que após a notícia de suspensão da escolta pessoal se sentiu “abandonada” pelo Poder Judiciário Estadual. “Com certeza abandono e descaso para com o magistrado que se aposentou. Sessenta dias de aposentadoria e as normas técnicas que se seguiram lá para concluir que não precisaria de segurança foram absolutamente injustas”, lamentou.

Para Selma Arruda, a Sétima Vara Criminal do TJ-MT não é uma “Vara comum”, e sim uma “Vara muito perigosa”. Ela revelou, ainda, que sofreu ameaças mesmo após ter se aposentado. “Aquele Vara não é uma Vara comum. Ela não é uma Vara relativamente perigosa. Ela é muito perigosa”, alertou.

 

 

Fonte: FolhaMax

 

NENHUM COMENTÁRIO

Deixe sua resposta