Home Esportes Estreante no peso-galo, José Aldo afirma ser o mais forte da divisão:...

Estreante no peso-galo, José Aldo afirma ser o mais forte da divisão: “Eu me sinto um cavalo”

0

Ex-campeão do Ultimate destaca sua potência física e garante que nem na época do WEC se via tão em forma: "Estou me vendo como um menino novo, só que com mais experiência"

A mudança de categoria – deixou o peso-pena para atuar nos galos – está fazendo bem a José Aldo, ex-campeão do Ultimate. É com entusiasmo que o manauara, adversário de Marlon Moraes no UFC 245, dia 14 de dezembro, em Las Vegas (EUA), fala sobre o seu rendimento nos treinos para o combate, o seu primeiro pela organização nesta categoria.

José Aldo não sabe se vai conseguir se recuperar bem da pesagem para o dia do evento, nem como irá se sentir dentro do octógono. Entretanto, garante que ninguém da categoria possui mais força física do que ele, conforme declarou no “Media Day”, promovido pelo Ultimate, na terça-feira, na academia Nova União.

– É difícil ver um peso galo mais forte que eu hoje, sem dúvida. Não existe. Você pode estar mais adaptado, mas mais força física, não tem. Não tem como. Eu me sinto um cavalo ali dentro. Nos galos estou me sentindo muito bem, forte e vocês vão ver no dia 14. Vocês não tem noção. Sempre lutei nos 60kg no Brasil, só fui para os penas no WEC, porque na época tinha o (Marcos) Loro lá e fui para a de cima, onde fui muito bem. Esse é meu real peso.

A mudança de categoria é uma decisão corriqueira no MMA: descendo ou subindo de divisão, o fato é que há lutadores que se adaptam e chegam no topo e há quem naufrague e retorne à antiga categoria. É por isso que José Aldo está curioso para o UFC 245: o manauara anseia por ver como será sua recuperação para o dia do evento.

– Estou muito curioso, cara. Todo dia eu penso que estou tão bem técnica e fisicamente. Estou ansioso para a semana da luta. Quero ver como será para cortar o peso. Todo mundo fala que será fácil, porque meu peso está caindo muito, tive até que mudar um pouco da dieta, porque estava batendo 67 kg, treinando forte, coisa que fazia na semana da luta era aos trancos e barrancos, chorando para caraca. Agora estou treinando mais leve, isso me deixa curioso, me faz pensar em continuar nessa nova fase. Estou bem ansioso. Quero ver como vai ser. Estou fazendo sparring bem, contra os melhores, puxando desde o início, terminando inteiro. Saio do treino e vou correr na esteira, é uma coisa de maluco. Estou me vendo como um menino novo, só que com mais experiência.

Confira a entrevista:

Do que lembra dos treinos com Marlon Moraes na Nova União?

– A gente já treinou junto aqui na academia, mas cada um vai defender seu lado. Ele vive na América, tem a família toda lá. Defendo minha equipe, minha família e meu país. Faz muito tempo que treinamos. É um moleque que tem um bom kickboxing, acompanho… Tem uma boa explosão. Treino específico não tem como lembrar, faz muito tempo. Observo lutas dele há muito tempo, temos algumas coisas formadas na cabeça.

Por que aceitar o Marlon, quando a mira estava no Cejudo?

– Não foi mudança de ideia, não foi a gente que decidiu isso. Se pudesse, lógico que queria lutar contra o Cejudo, Max Holloway, Khabib, só com os campeões. Todo mundo só quer lutar contra os campeões, isso é lógico. Mas o Cejudo estava com cirurgia, não poderia lutar. Eu queria lutar esse ano ainda. O Marlon pediu essa luta e aceitei.

Você queria sair do MMA e lutar boxe. Por que mudou de ideia?

– Vou lutar até os 40 anos. Tenho 33, então tenho mais sete anos lutando. O boxe eu ainda tenho sonho, vai acontecer logo, logo. Pode ter certeza. Mas vou lutar por mais tempo ainda. Essa é a primeira no peso-galo até eu ser campeão de novo.

Você deu várias entrevistas deixando claro que não prolongaria a carreira, agora quer ir até os 40 anos…

– Pode ser até mais (que 40 anos).Nunca fui de ir para a noite, de sair, beber, tenho um corpo sadio. Esse é o primeiro ponto. Com o passar dos anos, não queria mais, mas conversei com o Dedé (Pederneiras, treinador), ele pediu para eu fazer essa experiência nos galos. Tinha uma ideia que seria difícil bater o peso, fazer dieta, mas foi ao contrário. Estou me sentindo forte, treinando bem. Nem no WEC eu estava com esse potencial, voando nos treinos. Isso me faz crer que tenho muita coisa a dar. Pode ter certeza que vou lutar por muitos anos. (…) Se estou me sentindo bem, veloz, rápido como nunca estive, não tem por que parar agora. Quero conquistar o peso-galo, fazer mais história ainda e depois pensar no que fazer.

Pensa em desafiar McGregor e Khabib ainda?

– O Khabib é um grande campeão, faz por merecer estar ali no peso-leve, dominante. O McGregor eu nem sei mais se consegue lutar ainda. Mas um cara que gostaria é o Max Holloway, que me ganhou duas vezes e não me via perdendo para ninguém duas vezes. Tenho sonho de lutar um dia com ele no peso-pena de novo para fazer essa disputa com ele.

É possível uma “furada de fila” na nova categoria, por ter sido campeão na de cima?

– Respeito todo mundo, sempre com os pés no chão. Tanto eu, quanto o Frankie Edgar, que lutamos na categoria de cima e fomos campeões, quando descemos, chegamos como franco-favoritos. Não é questão de furar fila, é pela história que fizemos no UFC que abre as portas em outras categorias.

Você ficou desde o WEC sem enfrentar brasileiros. Ano passado, encarou o Renato Moicano e, agora, enfrenta mais um brasileiro. Você atribui isso à nova safra do país ou acha que o UFC quer utilizar você como porteiro da divisão?

– Não me vejo como porteiro, são caminhos que se cruzam, faz parte. O Marlon e eu queremos o mesmo objetivo que é ser campeão. Ele vem de uma disputa agora, vai ser difícil lutar com o Cejudo, se ele estiver lá ainda. Para mim pode ser uma porta de entrada, porque ele é o número um do ranking. Vejo dessa maneira. Torço para o Brasil ter uma nova safra de grandes atletas, campeões de novo para manter o MMA em alta no Brasil.

O Marlon tem um jogo parecido com o seu. Já tinha enfrentado alguém com características tão similares às suas? Isso pode ser uma vantagem?

– Acho que pode ser mais fácil, a luta mantendo em pé é mais tranquilo para mim. Me sinto mais à vontade. A luta eu vejo como tranquila, nesse casamento de estilos. Estou com muita vontade de lutar para ver como vai ser.

Como visualiza a vitória?

– Tem que respeitar, primeiramente. Visualizar, deixo para vocês, para repórter que gosta de comentar essas coisas. Tenho que manter a seriedade, fazer o meu e vencer. É nisso que tenho que pensar.

Durante a semana, o Cejudo postou uma foto com os dois cinturões e mandou você se ajoelhar. O que você responderia a ele?

– Cara, o Cejudo é muito engraçado. A mesma coisa que ele posta, ele fala comigo, então eu só fico rindo, acho engraçado. Faz parte. A mídia e os fãs gostam, então isso vai acontecer mais vezes.

Ele é o campeão e, dentre todos os possíveis adversários, ele fala no seu nome. Isso dá confiança de que você poderá ser o próximo, caso vença o Marlon?

Pra caraca. Ser lembrado pela história que tenho… não só ele… o Marlinho também pediu essa luta por isso, pelo nível que tenho. Todo mundo quer lutar com os melhores. Ele falando meu nome, me ajuda bastante. Vamos vencer o Marlon para depois dar o próximo passo.

UFC 245
14 de dezembro, em Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL (1h, horário de Brasília):
Peso-meio-médio: Kamaru Usman x Colby Covington
Peso-pena: Max Holloway x Alexander Volkanovski
Peso-galo: Amanda Nunes x Germaine de Randamie
Peso-galo: Marlon Moraes x José Aldo
Peso-galo: Petr Yan x Urijah Faber
CARD PRELIMINAR (21h15, horário de Brasília):
Peso-meio-médio: Geoff Neal x Mike Perry
Peso-galo: Ketlen Vieira x Irene Aldana
Peso-médio: Ian Heinisch x Omari Akhmedov
Peso-meio-médio: Matt Brown x Ben Saunders
Peso-pena: Chase Hooper x Daniel Teymur
Peso-mosca: Brandon Moreno x Kai-Kara France
Peso-mosca: Jessica Eye x Vivi Araújo
Peso-médio: Punahele Soriano x Oskar Piechota

Globo Esporte

NENHUM COMENTÁRIO

Deixe sua resposta