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Emery minimiza crise dos pênaltis e elogia Neymar: “Nunca tive jogador como ele”

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Treinador afirma que lidou "com naturalidade" com disputa entre brasileiro e Cavani pelo posto de cobrador oficial, apontando que sempre teve "conversas positivas" com o camisa 10

Desde que chegou ao Paris Saint-Germain, Neymar viu a imprensa francesa levantar questionamentos sobre sua relação com o técnico Unai Emery, alegando que o astro seria um crítico do trabalho do treinador. Entretanto, o comandante parisiense não desperdiça as oportunidades que tem para exaltar o craque de sua equipe. Em entrevista ao jornal “Marca”, Emery rasgou elogios ao ser perguntado se Neymar era o melhor jogador com quem trabalhou até hoje.

– Estive em Valencia com Villa, Silva, Albiol, Marchena, Baraja… No Sevila, tive Rakitic. E chegando ao PSG, encontro jogadores de primeiro nível também. Se é verdade que Neymar nasceu para ser craque, para que seu talento o fizesse crescer e também o time. Nunca tive um (jogador) como ele, e estou muito agradecido de poder treiná-lo. Neymar fez uma aposta esportiva, saindo da zona de conforto que tinha no Barcelona e deve ganhar este respeito aqui. Está em processo – afirmou Emery.

O treinador apontou que o PSG deve ser grato por contar com Neymar em seu elenco, e o brasileiro, por sua vez, tem que agradecer por poder ter companheiros que “potencializem seu brilho pessoal”. Questionado se é difícil domar o “espírito livre” de Neymar em campo, Emery apontou que sempre busca ajudar o brasileiro com a responsabilidade que adquiriu dentro de campo e que, na verdade, o camisa 10 vai muito além de um jogo repleto de dribles e lances bonitos.

– Ele tem um grande coração, e as conversas que tive com ele sempre foram positivas. Sempre me disse que veio aqui ajudar, com humildade. No jogo, tem grande responsabilidade, e às vezes até temos que tirar este excesso. Dizemos a ele: “Calma, Ney”. Quando o time deve acelerar ou fazer gols, o busca porque tem capacidade. Mas não é bom passar disso. Digo que estamos aqui para ajudá-lo, para que se sinta confortável em campo, e facilitar tudo para que seu talento defina no ataque.

Uma das perguntas da reportagem do jornal espanhol foi sobre a famosa crise dos pênaltis, ainda no começo da temporada, quando Neymar e Cavani disputaram publicamente o posto de cobrador oficial de bolas paradas. Na época, Emery foi criticado por não tomar uma decisão firme – mas o treinador garantiu que soube lidar “com naturalidade” diante do problema.

– Neste PSG, muitos têm (boa resposta), porque são bons. Mas o que mais tinha era Cavani. Ao chegar Neymar, se juntaram dois. A partir dali, com naturalidade, falamos com os dois para que dividissem. Um dia houve dúvida, e aí eu intervim, para que seja como agora – lembrou.

Fonte:GloboEsporte

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