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Dividas com tráfico são cobradas com a vida em Lucas

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A região do cemitério é a mais complicada da cidade, pois a concentração de usuários e traficantes é um problema difícil de combater.

723Pelo menos duas tentativas de homicídio relacionadas às drogas são investigadas pela Polícia Civil de Lucas do Rio Verde nesse momento. No penúltimo fim de semana de junho, um homem teria sido ferido a golpes de faca no Bairro Rio Verde.

Conduzido ao Hospital São Lucas, ele foi encaminhado ao Hospital Regional de Sorriso. Em seu primeiro contato com os investigadores em Lucas, a vítima teria informado sobre a autoria dos golpes. Mas o trabalho foi dificultado, o que fez com que a Polícia solicitasse que uma nova entrevista fosse feita por um investigador da cidade de Sorriso, ainda no Hospital Regional.

Poucos dias antes, um rapaz que não portava documentos foi agredido com pedras e pedaços de meio fio na região do cemitério. Foram desferidos vários golpes na cabeça da vitima e chegou-se a cogitar que ele teria tentado um estupro, o que seria a causa da agressão.

Uma mulher que se apresentou à Polícia como amiga da vítima, negou essa informação, pois segundo ela, a vitima seria homossexual e estaria bebendo com ela antes do atentado. No entanto, mesmo sendo amiga da vítima, essa mulher não soube informar o nome do rapaz.

Para o Delegado Marcelo Torhacs, a região do cemitério é a mais complicada da cidade, pois a concentração de usuários e traficantes é um problema difícil de combater.

O rapaz que foi preso com pés de maconha plantados em uma lata na ultima semana é acusado de tentar matar um usuário com disparos de arma de fogo, também na região do cemitério de Lucas.

As histórias se sucedem, umas com menor gravidade, que nem chegam a ser registradas, e outras em que o homicídio acaba consumado. O pano de fundo para esses crimes é sempre o entorpecente.

O traficante propicia que o adolescente se vicie, dando drogas a ele para que faça o “trabalho” de aviãozinho. Portando uma pequena quantidade, e sendo menor, dificilmente se mantém detido. Quando o menor deixa de atuar como entregador, se vê na dependência e na necessidade de furtar ou roubar.

Pronto, foi criado um delinqüente. A dependência química chega a um ponto em que o usuário adquira grandes quantidades e não conseguindo meios de quitar a dívida, o traficante, ou alguém ligado a ele, executa a cobrança de maneira violenta.

São crimes sem testemunhas, ou cometidos diante da presença de usuários de drogas. O Delegado acredita que esses usuários deveriam denunciar, de maneira anônima, para que os crimes contra a vida não fiquem impunes.

Mas entra na história a chamada “Lei do Silêncio”, e ninguém fala nada com medo de se envolver e acabar punido pelo tráfico. E a situação que está saindo de controle, pode se tornar uma guerra urbana, que já fez suas primeiras vítimas, e que nesse momento, deixa cidadãos de bem entrincheirados nas casas, sem o direito de ir e vir em segurança.

MT Agora

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