Home Política Deputado propõe levar comissão de 20 parlamentares ao exterior para avaliar barragens

Deputado propõe levar comissão de 20 parlamentares ao exterior para avaliar barragens

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Zé Silva (SD-MG) coordena comissão externa da Câmara criada após tragédia em Brumadinho. Segundo ele, há tecnologias no exterior para monitorar barragens que Brasil não tem.

Coordenador da comissão externa criada para acompanhar a investigação da tragédia de Brumadinho (MG), o deputado Zé Silva (SD-MG) propôs nesta quarta-feira (6), ao apresentar o plano de trabalho do colegiado, uma viagem do grupo ao exterior para avaliar o funcionamento de barragens em outros países.

Formada por 20 deputados, a comissão foi criada no final de janeiro, após o rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho que deixou pelo menos 150 mortos e 182 desaparecidos.

Na reunião desta quarta, o coordenador da comissão apresentou o plano de trabalho para o colegiado, que inclui a proposta da viagem e deve ser votado na próxima terça-feira (12).

Ao propor a visita dos parlamentares a barragens de outros países, Zé Silva afirmou que há tecnologias para monitoramento de barragens que não são utilizadas no Brasil.

“Existem países, nós podemos destacar o Chile, que é um país pequeno, mas teve que tomar uma medida importante em relação às barragens. Há países como a Austrália que possui um seguro por hectare. E porque o Brasil não utiliza isso? Será que a ganância e a exploração das nossas riquezas vão sobrepor à vida?”, questionou o parlamentar.

A assessoria de Silva afirmou que entre os países cotados para a visita da comissão estão Canadá, Estados Unidos, Itália, Chile, Austrália e África do Sul.

‘Desastre tecnológico’

Ao falar na sessão desta quarta, Zé Silva classificou a tragédia em Brumadinho como um “desastre tecnológico”.

“Desastre tecnológico, que, por negligência de alguém, ou teria que utilizar ou não utilizou das metodologias e tecnologias existentes. […] Meus colegas engenheiros aqui sabem que esse foi um desastre tecnológico, mas muito mais que ser um desastre tecnológico, é um desastre devido à negligência no monitoramento de barragens”, afirmou o parlamentar.

G1

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