Home Política Deputado diz que ficou preso por 40 dias por ‘desejo de Deus’

Deputado diz que ficou preso por 40 dias por ‘desejo de Deus’

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O deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) disse que o período em que permaneceu preso no Centro de Custódia da Capital (CCC), por suposto crime de obstrução às investigações da Operação Malebolge, da Polícia Federal, foi pela “vontade de Deus” e serviu para fazer uma “reflexão sobre a vida”, além de aprender a agir como menos “arrogância”.

A afirmação do deputado foi feita, na manhã desta segunda-feira (6), em entrevista à Rádio Capital FM.

“Deposito isso no desejo de Deus. Nesses 40 dias, de certo, era para que eu realmente pensasse um pouco na minha vida, então, não tenho razão de estar magoado com algo. Às vezes, aqui fora, você é muito intolerante e arrogante, mas [lá dentro], você vê que precisa ter Deus no coração e se dedicar mais”, contou.

Fabris afirma, ainda, que dentro do Centro de Custódia pediu força para conseguir cumprir a prisão determinada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Lá eu me apeguei à força que eu tinha no momento e dizia que maior que Deus não existe e, assim, você aprende”, respondeu o parlamentar.

Na entrevista, Fabris voltou a negar que no dia 14 de setembro tenha tentado obstruir a Justiça ao deixar seu apartamento de pijama e com uma mala minutos antes da chegada dos agentes da Polícia Federal, que cumpriam mandado de busca e apreensão em seu apartamento, no bairro Santa Rosa, em Cuiabá.

“A pasta que eu estava é a que eu uso todos os dias. É onde ficam meus remédios e outros objetos. Se eu estivesse escondido não estaria comendo bolo de arroz e não tinha ido trabalhar na Assembleia”, argumentou.

O parlamentar foi solto, no último dia 25, um dia após votação em sessão extraordinária, na Assembleia Legislativa, na qual os 19 deputados presentes decidiram pela liberdade do colega. A medida revogou o pedido de prisão e de afastamento do cargo de parlamentar.

“Já fui à sessão de quinta-feira (20) e estou voltando a fazer o meu trabalho normal e pedi a Deus que as coisas andem com normalidade. É um assunto que passou e não me interessa que ficar toda hora recordando”, observou Fabris.

Operação Malebolge

Gilmar Fabris passou a ser investigado no STF depois de ser citado na delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), como um dos deputados que recebiam “mensalinho” para apoiar sua gestão.

O deputado foi flagrado em vídeo, reclamando com Silvio Correa, então chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), sobre o valor que ele supostamente teria a receber.

Por ter sido citado no depoimento do ex-governador, o apartamento e o gabinete do deputado, na Assembleia Legislativa, foram alvos de mandado de busca e apreensão da PF. Em outro momento, os agentes voltaram a vasculhar a residência de Fabris, onde apreenderam documentos e um computador.

 

Fonte: RepórterMT

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