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Deputado diz não acreditar em traição de Mauro e ameaça deixar política de MT

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Adilton Sachetti se diz surpreso com notícias de que ex-prefeito optou por ter Carlos Fávaro como candidato ao Senado

O deputado federal e pré-candidato ao Senado, Adilton Sachetti (PRB), admitiu, em entrevista à Rádio Capital nesta sexta-feira (13), que ficou surpreso com as notícias dando conta de que a chapa liderada pelo ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (DEM) já teria sido fechada, sem o nome do parlamentar.

Sachetti, que era um dos cotados para disputar uma das duas vagas para o Senado, disputava com o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) um dos espaços da chapa. O ex-senador Jayme Campos (DEM) será o outro candidato da coligação, que ao que tudo indica, será completada com o nome do ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, para vice-governador.

“Estamos chegando agora em Cuiabá e vamos fazer umas conversas para entender mais claramente o que houve. Até então, estava encaminhando para em época oportuna chegarmos a um consenso entre Adilton, Fávaro e Jayme e como conduziríamos isso. Me surpreende as notícias que me chegaram, dizendo isso de forma diferente. Acredito que está faltando esclarecimento, diálogo e política. Hoje quero conversar com o pessoal para saber qual a posição, como ficou tudo isso e entender o que está acontecendo”, afirmou.

O parlamentar disse não acreditar que tenha sido traído. Ele destacou que todos estão buscando um espaço na coligação.

Nesse mesmo sentido, Sachetti aponta que não cobiçaria, por exemplo, a vaga que deve ser ocupada por Pivetta na vice-governadoria, destacando que seu objetivo é mesmo a disputa ao Senado, revelando inclusive que foi convidado pelo governador Pedro Taques (PSDB) para ser seu vice. “Não acredito em traição. Todo mundo terá seus motivos e vão justificar o que estão fazendo. Traição é um termo muito forte e quero crer que não tem nada disso e não há traição. É cada um ocupando e brigando por seu espaço. Tenho meu amigo Otaviano Pivetta, que tem se falado que será vice de Mauro Mendes, e eu jamais faria algo no sentido de alterar este rito que está aí. Minha vontade, desde o início, e já fui até convidado para ser vice do governador Pedro Taques, é ser candidato a senador, e vou trabalhar para isso”, explicou.

De acordo com Sachetti, nada muda em sua tentativa de viabilizar sua candidatura ao Senado. Ele lembrou que anunciou sua intensão de disputar o cargo nas eleições deste ano desde o dia que o senador licenciado e ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP) revelou que não disputaria as eleições deste ano, abrindo mão de tentar a reeleição.

Adilton Sachetti destacou que tentará até o último momento disputar o pleito na chapa liderada por Mauro, mas não descarta ouvir outras coligações. Ele revelou também que, além do convite para ser vice em sua chapa, Pedro Taques também teria o convidado para disputar o Senado em sua chapa, que até o momento tem apenas o também deputado federal Nilson Leitão (PSDB) como pré-candidato. “O convite foi feito. Nunca disse que deixei de conversar com A, B ou C. Já falei com o Wellington também. Vamos ter uma disputa eleitoral, não uma inimizade. Não tenho dificuldade com ninguém para conversar. Estou trabalhando na construção de um projeto junto com o Mauro, o Pivetta e o Jayme. Vou continuar acreditando que isso está acontecendo. Não é impossível (disputar na chapa de Taques). Nunca fechei a porta para ninguém, mas reitero, vou trabalhar até o último momento. Comecei uma construção e não vou começar outra antes de esgotar todas as possibilidades. Aí eu seria um ‘João vai com as outras’, que vai de um lado para o outro”, disse.

O parlamentar, que está em seu primeiro mandato como deputado federal, descarta a possibilidade de buscar a reeleição para o cargo. De acordo com Sachetti, se esta for a única possibilidade, ele prefere “ser avô’ e ficar perto da família. No ano passado, o pré-candidato ao Senado perdeu sua esposa, Rose Sachetti, por conta de um câncer.

“Se for para recuar para ser deputado federal, serei avô, mas não voltarei. Vou cuidar dos meus netos e exercer minha função de avô. Fiz um plano na minha vida e me organizei e preparei para tal. Vou trabalhar até o último momento para torna-lo uma realidade. Se por questões políticas, eu não conseguir, não morro se não for candidato. A vida vai continuar. Tenho uma família e vou para o seio dela, cuidar dos meus netos”, completou.

 

 

 

Fonte: FolhaMax

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