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Delegado diz que comparsa ajudou empresário ocultar corpo

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Por conta do estado de decomposição avançado não foi possível verificar lesões de arma de fogo, estrangulamento ou perfuração de faca.

O delegado da Polícia Civil de Nova Mutum, Rodrigo Ruffato, afirmou que investiga a possibilidade do empresário Alessandro Lautclenguer, de 31 anos, ter tido a ajuda de um comparsa para esconder em um matagal o corpo da professora, sua ex-namorada, Rosangela da Silva, de 32 anos.

Em entrevista Ruffato destacou que na investigação encontrou indícios de que, após matar a mulher, Alessandro ligou para um comparsa pedindo a ‘ajuda macabra’.

“Temos informações que ele solicitou apoio na ocultação do cadáver. O local onde encontramos o corpo, às margens da MT- 249, é de difícil acesso e, certamente, se fizesse sozinho, seria flagrado por outras pessoas”, destacou.

Rosangela estava desaparecida há 14 dias. O corpo foi encontrado na noite desta quarta-feira (7) por policiais civis. O delegado destacou que a causa da morte só vai ser descoberta após a conclusão do laudo dos agentes do IML de Sorriso, aonde o corpo foi encaminhado.

“Por conta do estado de decomposição avançado não foi possível verificar lesões de arma de fogo, estrangulamento ou perfuração de faca. O laudo deve ser concluído nas próximas semanas”, comentou.

Alessandro, que não aceitava o término do relacionamento, está preso em Foz do Iguaçu. Ele foi pego quando tentava fugir para o Paraguai, no dia 30. Sobre sua transferência para Nova Mutum, Ruffato explicou que já a solicitou por meio de ofício Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

O delegado destacou que segue trabalhando no inquérito o abastecendo de elementos para deixá-lo mais robusto. “Vamos indicia-lo pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver”, finalizou.

O CRIME

Rosangela estava desaparecida desde o dia 25 de janeiro quando foi vista discutindo com Alessandro no carro dele.

Após o sumiço da professora, familiares e amigos procuraram o ex-namorado que respondeu não saber do paradeiro dela.

Com o desaparecimento, a Polícia Civil iniciou as investigações. Nos interrogatórios, familiares e amigos da mulher contaram do relacionamento conturbado que os dois tinham.

Sendo que Rosangela chegou a denunciar as ameaças de morte sofrida em um Boletim de Ocorrência. À época, a mulher conseguiu uma medida protetiva contra o empresário.

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