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Defesa alega que vigilante acusado de matar porteira em condomínio de luxo em MT tem problemas mentais

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Bruno de Lima Pereira de 27 anos está preso e deve ir a júri popular pela morte de Renecléia Aparecida Bispo, em Rondonópolis.

O advogado do vigilante Bruno de Lima Pereira, de 27 anos, acusado de matar a porteira Renecléia Aparecida Bispo, de 41 anos, alega à Justiça que ele sofre de problemas mentais. A defesa tenta provar que o acusado cometeu o crime por apresentar distúrbios psiquiátricos.

Na terça-feira (14) Bruno passou por audiência de instrução, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. Ele deve ir a júri popular. Testemunhas de defesa e acusação foram ouvidas, mas o réu não foi interrogado. A audiência durou cerca de duas horas.

Segundo o advogado, Bruno tem um histórico de problemas psiquiátricos desde 2013, quando sofreu um acidente de moto e tentava se tratar. Agora, a defesa deve indicar o endereço de algumas testemunhas faltantes e que tem cinco dias de prazo. E, então, o juiz deve marcar uma nova data.

“A defesa acredita que à época dos fatos ele estava com algum tipo de distúrbio psiquiátrico. A partir de uma ação de incidente de sanidade mental é que vamos tentar provar que ele não gozava de perfeitas faculdades à época”, contou o advogado.

Bruno está preso na Penitenciária Major Eldo Sá, mais conhecida como Mata Grande. O crime ocorreu no dia 24 de setembro de 2019 no momento em que o réu e a vítima estavam trabalhando no condomínio.

O suspeito foi preso dois dias após a morte da colega. Segundo a Polícia Civil, ele teria confessado o assassinato e dito que cometeu o homicídio por divergências no trabalho. No inquérito ele foi indiciado pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil.

No dia 26 de setembro de 2019, Bruno teve a prisão temporária convertida em preventiva após passar por audiência de custódia.

Segundo o juiz Wagner Plaza Machado Júnior, que analisou o caso, houve provas da materialidade e indícios de autoria, sendo necessária a prisão preventiva para a garantia da ordem pública decorrente da repercussão que o fato apresentou.

Ainda sobre o argumento do juiz, a prisão foi mantida por conta da crueldade promovida contra a vítima, bem como para garantir a execução da lei penal, já que o réu teria foragido, necessitando de complexas buscas, e que também ocultou as armas utilizadas no crime.

O caso

Testemunhas disseram que ele chegou de moto e, na portaria, teria sacado a arma e efetuado os disparos contra a vítima. Ela foi encaminhada para o Hospital Regional, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Ele trabalhava como vigilante, mas não estava de plantão no momento do crime.

Ainda segundo a polícia, ele abandonou a moto MT-270 após ser atingido por um carro e fugiu a pé pelo mato. Policiais federais, militares e civis fizeram buscas na área por várias horas, entretanto, não o encontraram naquele dia.

Em princípio, as investigações apontam que um desentendimento pode ter sido o motivo pelo qual o vigilante tenha matado a porteira.

Na época, à Polícia Civil apurou que o suspeito e a vítima não tinham nenhum outro tipo de relacionamento, a não ser profissional. Em razão do desentendimento no trabalho, ele teria feito seis disparos contra Renecléia.

G1

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