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CRM abre investigação para cassar registro de médica que atropelou verdureiro

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Conselho Regional de Medicina aponta que Letícia Bortolini infringiu o Código de Ética ao não prestar socorro a vítima.

O Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) abriu Procedimento Ético Profissional (PEP) que pode culminar na cassação do registro profissional da médica Letícia Bortolini, acusada de ter atropelado e matado o verdureiro Francisco Lúcio Maia, na Avenida Miguel Sutil, no dia 14 de abril do ano passado. Se Francisco estivesse vivo, completaria 49 anos nesta terça-feira (08).

A informação foi repassada em primeira mão ao ReporteMT pela filha da vítima, Francinilda da Silvia Lúcio, que encaminhou um ofício ao CRM em que concorda com a abertura do processo contra a médica.

Nesse mesmo ofício é citado que o conselho arquivou investigação contra o marido de Letícia, o também médico Aritony de Alencar Menezes, que estava com ela no dia do atropelamento.

Conforme o CRM, o PEP foi aberto porque Letícia possivelmente infringiu o Código de Ética médica, “quando de forma negligenciada, pelo constante nos autos do processo, deixou de prestar assistência médica ao Sr. Francisco Lúcio Maia após tê-lo atropelado, com o agravante de estar possivelmente dirigindo veículo sob efeito de álcool, no momento do acidente (…)”, destaca trecho da ata de julgamento da sindicância realizada pela 5ª Câmara do Tribunal Regional de Ética Médica do CRM-MT, ao qual a reportagem teve acesso.pep médica leticia bortolini

O CRM ressaltou que pelos autos do processo, Letícia foi omissa e agiu com “imperícia, imprudência ou negligência”, pois, deveria ter socorrido o verdureiro, já que como médica possuía o conhecimento técnico para tais procedimentos.

O documento, no entanto, não cita os motivos de arquivamento da denúncia contra o médico Aritony.

O Processo Ético Profissional é instaurado após a abertura de sindicância em que o Conselho de Medicina verifica a procedência de denúncias contra médicos que supostamente tenham praticado algum desvio de conduta.

Se um médico é condenado num PEP, as penas podem resultar em advertência confidencial em aviso reservado; censura confidencial em aviso reservado; censura pública em publicação oficial; suspensão do exercício profissional até 30 dias; e nos casos mais extremos a cassação do exercício profissional.

A investigação contra a médica no CRM corre em sigilo. Na justiça comum ela é ré pelo atropelamento desde setembro de 2018. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE) e aceita pelo juiz Flávio Miriglia Fernandes, da Décima Segunda Vara Criminal de Cuiabá.

Denúncia

O promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins, da Primeira Promotoria de Justiça Criminal, ofereceu denúncia contra Letícia Bortolini pela prática de quatro crimes: homicídio doloso, omissão de socorro, embriaguez ao volante, e por se afastar do local do acidente fugindo da responsabilidade.

O promotor ressaltou que mesmo depois d o atropelamento do verdureiro, a médica conduziu o veículo – Jeep – sob a influência de bebida alcoólica.

Ele ainda lembrou que, Bortolini e o marido, Aritony de Alencar Menezes, que também é médico, horas antes do crime estiveram em evento open bar e que mesmo tendo ingerindo álcool “a denunciada Letícia Bortonlini assumiu a condução do veículo pertencente ao casal”.

 

 

 

 

Fonte: ReporteMT

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