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Câncer de ovário: doença é silenciosa e difícil de se tratar

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Atriz Márcia Cabrita morreu durante o tratamento aos 53 anos

Raro e traiçoeiro. É como os médicos descrevem o câncer do ovário, doença que causou a morte da atriz Márcia Cabrita, aos 53 anos, ontem, após sete anos de tratamento.

Dos tumores ginecológicos, é o menos comum e também o mais difícil de ser diagnosticado e, por esse motivo, é o que menos tem chance de cura.

“É raro, mas muito agressivo. Por apresentar poucos sintomas, quando é descoberto, o tumor já está fora de controle, com a doença já avançada. Há casos de pacientes com tumores enormes e que não tinham nenhum sintoma. Por isso é uma doença traiçoeira, não tem como prever”, explica o ginecologista Cleverson Gomes do Carmo Junior.

Segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 3/4 desses tumores já estão em estágio avançado no momento do diagnóstico.

O problema, diz o médico, é que não há exames eficientes para detecção do câncer do ovário. “Não há exame específico para detectá-lo como a mamografia para o câncer de mama e o preventivo para câncer de colo de útero. Não há ressonância, tomografia, ultrassom, nenhum exame de imagem se mostrou eficaz para reduzir as mortes por esse tipo de câncer”.

Tratamento

O tratamento da doença passa por cirurgia e quimioterapia. “É uma cirurgia agressiva. Geralmente, precisamos retirar os dois ovários e o útero”, afirma Cleverson Gomes.

No caso da atriz Márcia Cabrita, o tratamento de quimioterapia foi iniciado em 2010 e ela chegou a remover o ovário.

De acordo com dados do INCA, o Brasil registrou 6.150 novos casos em 2016, o que representa, em média, 3% dos tumores femininos. A causa desse câncer não está muito definida, mas apenas 10% deles têm origem hereditária. Mas as chances do tumor aumentam com a idade e após a menopausa.

Como o nome sugere, o câncer de ovário começa no ovário, glândulas reprodutivas responsáveis pela produção do óvulo. Eles são também as principais fontes dos hormônios estrógeno e progesterona. Cada ovário ocupa um lado da pelve feminina. (Com informações do site G1)

Em blog, artista falou sobre relação com tumor

Márcia Cabrita, que ganhou mais popularidade ao interpretar a Neide Aparecida, de “Sai de baixo”, vinha lutando contra um câncer no ovário desde 2010. Ela estava internada há dez dias, no hospital Quinta D’Or, na Zona Norte do Rio, em decorrência do agravamento da doença.

A atriz deixou uma filha, Manoela, de 16 anos. De acordo com o ex-marido, o psicanalista Ricardo Parente, com quem foi casada por quatro anos, a atriz morreu “em paz” e sem sofrer.

Em texto como colunista convidada para Revista O Globo, publicado em 2011 – época em que alimentava o blog “Força na peruca”, sobre sua relação com o câncer, Márcia criticou a cobrança sofrida por pessoas com a doença.

“Ao contrário do que muitos fantasiam, não tirei de letra. Não sei o porquê, mas existe uma ideia estapafúrdia de que quem está com câncer tem que, pelo menos, parecer herói. Nãnãninã não! Quem recebe uma notícia dessas não consegue ter pensamentos belos. Bem… eu não conseguia. A cobrança de positividade acabou se tornando um problema. Me olhava no espelho branca, magrela e de cabelos curtinhos (antes de caírem) e me achava pronta para fazer figuração na Lista de Schindler”. (O Globo)

Saiba mais

Casos no Brasil

O câncer de ovário afetou 6.150 mulheres em 2016, representando, em média, 3% dos tumores femininos.

Incidência

Apenas 10% dos casos têm origem hereditária.

Diagnóstico e cura

É o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e o de menor chance de cura. Cerca de 3/4 dos cânceres desse órgão apresentam-se em estágio avançado no momento do diagnóstico.

Sinais

Entre os sintomas mais comuns estão náusea, azia, dor abdominal, aumento do volume abdominal, sangramento e aumento da frequência urinária.

FONTE:GAZETA ONLINE

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