Home Política Maluf: denúncia “causa estranheza e não traz nenhuma prova”

Maluf: denúncia “causa estranheza e não traz nenhuma prova”

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O deputado Guilherme Maluf (PSDB) disse ter recebido com “estranheza” a denúncia oferecida contra ele pelo Ministério Público Estadual (MPE), pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e embaraçamento de investigação.

A denúncia criminal, protocolada pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), é desdobramento da Operação Rêmora, deflagrada em 2016 pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e que apurou um esquema de fraudes em licitação da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

A denúncia aponta o deputado como líder e benficiário do esquema.

O deputado estadual Guilherme Maluf disse que recebeu com estranheza a denúncia do MPE, já que durante toda a investigação não foi apresentada nenhuma prova contra ele”, disse o parlamentar, por meio de nota encaminhada à imprensa, na tarde desta quarta-feira (11).

Maluf também negou as acusações de embaraçamento de investigação e disse que jamais tentou intimidar quaisquer dos acusados no caso em apuração.

Segundo ele, qualquer acusação nesse sentido é um argumento utilizado por um dos acusados – dos quais ele não citou nome – para sair da cadeia.

O deputado afirmou também que forneceu ao MPE todas as informações solicitadas pelo órgão e disse que continua à disposição para qualquer esclarecimento.

“O deputado Guilherme Maluf reafirma que não tem envolvimento com qualquer possível irregularidade ocorrida na secretaria de Educação e que confia na justiça, onde provará sua inocência”, concluiu Maluf.

Denúncia

Consta na denúncia do MPE que Maluf teve a mesma participação do empresário Alan Malouf na organização criminosa.

Ele é acusado de integrar o núcleo de liderança da organização, sendo beneficiário direto de parcela da propina arrecadada.

Além disso, o MPE o acusa de se valer das influências políticas proporcionadas pelo cargo para “promover as articulações necessárias para o desenvolvimento dos esquemas voltados para solicitação e recebimento de propinas”.

Segundo o Ministério Público, as investigações demonstram que Alan, Guilherme e o ex-secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto Filho se mantinham “nas sombras”, comandando e agindo por pessoas interpostas que se encontravam nas demais camadas da organização.

 

Fonte: MidiaNews

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