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Folha de pagamento cresce quase 10% acima da inflação em 2017

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Governo do Estado teve dificuldades para quitar salários na data estipulado em outubro

Na semana em que o Governo do Estado escalonou o pagamento dos salários dos servidores públicos, números da Secretaria de Estado de Fazenda revelaram o crescimento da folha de pagamento sobre as despesas.

Conforme balanço da Secretaria de Estado de Fazenda, os gastos com pessoal e encargos sociais tiveram crescimento nominal (sem considerar a inflação) de 13% de janeiro a agosto deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Quando descontada a inflação, o aumento real é de 9,9%.

Nesta semana, o Tribunal de Contas do Estado emitiu um alerta para o governador Pedro Taques pelo extrapolamento do limite prudencial de gasto com folha, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Nos primeiros oito meses de 2016, o gasto com esta rubrica chegou a R$ 5,773 bilhões. Já no mesmo período de 2017, o valor é R$ 6,410 bilhões.

Os números levaram preocupação ao Governo do Estado, uma vez que as receitas cresceram 3,7% apenas, o que dá um pouco mais que a variação da inflação.

Os dados constam no relatório do Cumprimento das Metas Fiscais do Segundo Quadrimestre de 2017, apresentado pelo secretário de Estado de Fazenda Gustavo de Oliveira nesta semana.

 

De janeiro a agosto de 2017, a receita realizada somou R$ 10,994 bilhões, enquanto a despesa liquidada totalizou R$ 10,955 bilhões. No período ainda houve um superávit de R$ 37,6 milhões porque algumas despesas empenhadas no período ainda serão liquidadas.

Se comparada ao projetado na Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2017, a receita ficou 7,8% menor que o previsto, o que em números absolutos representa R$ 1,012 bilhão a menos que o esperado.

O Governo vai usar os números para convencer deputados, inclusive os da oposição, sobre a necessidade redução dos gastos.  A principal medida, conforme o Executivo, é aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Teto de Gastos.

O projeto limita o crescimento dos gastos de todos os Poderes, para que a União conceda o alongamento de dívidas e promova a troca do índice dos juros. Assim, Mato Grosso poderá conseguir um fôlego de até R$ 1,3 bilhão ao final de 2018.

Receita corrente

Entre as receitas correntes, a tributária de 2017 ficou 2,5% acima que a verificada em igual período do ano anterior. Entre janeiro e agosto deste ano totalizou R$ 6,989 bilhões ante R$ 6,818 bilhões dos oito primeiros meses de 2016. Mas ficou 5,1% abaixo que a projetada na Lei Orçamentária Anual.

 

Fonte: MidiaNews

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