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32% da água de Cuiabá é roubada e 80 gatos são identificados por dia, diz Iguá

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Empresa que assumiu concessão do saneamento diz que 25 mil ligações de água podem ser melhoradas

Pelo menos 32% da água tratada, que é entregue nas residências de Cuiabá, é “roubada”, ou seja, o consumo não é pago por quem utiliza. Isso ocorre por vários fatores que vão desde os famosos “gatos” até outros problemas, como falta de hidrômetros ou aparelhos instalados dentro das residências – o que impede que os funcionários façam a devida aferição. Para se ter uma ideia, diariamente, são registrados cerca de 80 casos de “gatos” no sistema. Eles ocorrem em todas as classes sociais.

As informações foram repassadas pela diretoria da  Iguá Saneamento (Águas Cuiabá), que está assumindo a concessão do sistema de saneamento da Capital, antes sob a responsabilidade da Cab Cuiabá. Segundo a empresa, um levantamento apontou que cerca de 25 mil ligações de água podem ser melhoradas, o que impactará positivamente na vida de aproximadamente 80 mil pessoas (em média há 3,5 pessoas em cada imóvel).

De acordo com os dirigentes do empreendimento, uma das missões da atuação na Capital é transformar a cultura de consumo do bem. Os detalhes sobre a questão foram debatidos durante a apresentação do plano de ação do grupo, no hotel Gran Odara, nesta terça (10). A previsão é que a primeira etapa dos trabalhos durem 18 meses e que os investimentos cheguem a R$ 203 milhões. Até 2022 os recursos investidos devem chegar na casa de R$ 1,2 bilhão. Atualmente, Cuiabá (com 580 mil habitantes) tem 100% de cobertura de água (50% 24h/dia), além disso, 50% do esgoto é coletado, mas só 33% é tratado.

O presidente da Iguá Saneamento, Gustavo Guimarães, pontua que a questão do “roubo” de água é bastante sensível na Capital e que o ponto torna o trabalho da companhia “um grande desafio”. Afirma que esse problema geralmente acontece, em geral, quando usuários, tanto empresas quanto residências, fraudam os hidrômetros.

Por causa disso, a contagem do consumo acaba ficando bem abaixo do que realmente foi consumido, o que dificulta até o cálculo do montante real que foi efetivamente roubado. O diretor de operações da empresa, Péricles Sócrates Weber, argumenta que cerca de 65% da água que passa pelos canos e tubulações do município é perdida. Além dos 32% que são desviados por atitudes criminosas, o outro restante não chega nas residências por causa de condições técnicas.

“Quando sai 100 litros de água da estação de tratamento, ela sofre perda com a manutenção da rede. Além disso, nós temos vazamentos que ocorrem por causa das redes serem muito antigas. Por último, consideramos a perda quando o hidrômetro da casa não consegue realizar a leitura ou quando temos fraudes”, explica.

Para efeito de comparação, Péricles afirma que a média nacional de perdas de água, desde a saída da estação de tratamento até uma casa ou empresa, é de 35%, o que já é considerado muito alto, uma vez que no Japão, por exemplo, as perdas são de apenas 2%.

Combate

Para combater principalmente o problema de roubo de água, a Iguá Saneamento, que tem 600 funcionários, pretende trocar 40 mil hidrômetros que estão instalados nos imóveis de Cuiabá, além de investir em infraestrutura e na fiscalização.

O presidente da empresa diz ainda que a atuação da empresa se dará no sentido de “mudança de consciência e de hábito das nossas comunidades”. Péricles completa o posicionamento lembrando que quando as pessoas pagam a água, costumam ser mais conscientes no consumo.

Para melhorar o relacionamento e a conexão entre os consumidores e o empreendimento, também será lançado, em dois meses, um aplicativo. No programa para celular, os usuários poderão relatar instalações irregulares em imóveis vizinhos, além de informar a empresa acerca de vazamentos e outros problemas.

FONTE:RD NEWS

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