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A 1 mês do Enem, ouvir dicas de especialistas faz a diferença

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Faltando um mês para o primeiro dia de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ouvir dicas de especialistas do que deve-se ou não fazer, em se tratando de estudos e da preparação psicológica e física, é a melhor saída.

Psicólogo diz que fato do exame ocorrer em finais de semana distintos exige do estudante maior concentração, já que sentimento de ansiedade pode aumentar de forma significativa.

Professor de Literatura do ensino regular e preparatório para o Enem, Carlos Roberto Leão diz que alunos e professores estão em um clima de total pressão, dividindo o tempo entre simulados e revisão de conteúdos. Porém, ele explica que quem não conseguiu estudar durante o ano, não deve se desesperar e perder noites tentando adquirir todos os conteúdos.

“A dica é focar na área de maior dificuldade e na redação. Prática de leitura é fundamental para a fixação de conteúdos e é a base para uma boa escrita. Quanto às demais áreas, faça uma revisão rápida e se possível refaça provas antigas do exame”.

Leão ainda ressalta que os estudantes podem buscar infográficos em sites educacionais especializados em Enem, que apontam as temáticas mais prováveis de serem abordadas nas provas.

“Nós professores do ensino médio e de cursinhos usamos muita esta ferramenta. Na minha área, por exemplo, posso afirmar que cairá modernismo, com ênfase no autor Carlos Drummond de Andrade. Nos últimos anos ele não ficou fora de nenhum Enem”.

Diante de um cenário nacional e internacional conturbado, Leão frisa que diferente da perspectiva das provas de vestibulares, o Enem não opta por abordagens políticas.

“Para a redação estamos apostando no poder da emissão de opinião. Com o advento da internet e as redes sociais, todos querem opinar sobre todos os assuntos possíveis e que estão em alta. E isso é destaque rotineiramente na mídia já que influencia na vida da sociedade”.

Ter um repertório cultural amplo é fundamental para que o aluno se saia bem na avaliação. De acordo com Leão, a leitura é a ferramenta chave para que se possa escrever sobre tudo e em diferentes estruturas exigidas.

“Então leia bula de remédio, corrente de whatsapp, noticiário online, na TV e impresso. Tudo agrega valor e não será perdido”.

O professor ainda dá dicas em se tratando da resolução da prova. Segundo ele, o tempo parece relativamente suficiente, mas caso não for dinamizado, o candidato pode ser prejudicado. É recomendável que o candidato leia a questão e marque a alternativa que achar correta, porém, caso tenha dúvida ele pode assinalar a questão com dois “x” e ao final retornar e tentar responder. “Se ainda assim não conseguir, a última alternativa é o chute. O importante é não se prender em uma questão que o aluno não sabe”.

Além da preparação mental, o candidato também deve se preocupar com o corpo, evitando período de estudo exaustivo.

“A prova do Enem não é apenas cognitiva. Apesar de ser composta por 180 questões e uma redação, exigindo preparação da mente, ela também requer um corpo saudável e descansado, pois ficar sentado quase cinco horas em uma sala também são é nada fácil”.

A estudante Roberta Ferreira Cavalcanti Batista, 18, faz a prova do Enem desde o 9º ano e conta que nos dois primeiros anos teve uma média aceitável. Mas, que no ano em que fez a prova para valer, não se saiu muito bem e frisa que a ansiedade foi fator primordial para isso.

“Eu sabia que era meu futuro ali, que estava fazendo a prova que definiria uma parte da minha vida, pois nossa profissão é metade da nossa vida. Não soube administrar o tempo e me sai mal”.

Roberta relata que no ano passado o fato de estar trabalhando e estudando também pode ter colaborado para um resultado não esperado. Por isso, este ano, ela deixou o emprego e está totalmente dedicada aos estudos.

Diariamente ela divide o tempo entre os estudos em casa, cursinho preparatório e cursinho particular de matemática, que é a área em que mais tem dificuldade.

“Estou muito nervosa, pois ano passado não me saí bem e este ano estou me cobrando ainda mais. Em contrapartida, sinto que estou mais preparada psicologicamente, estou com esperanças de um resultado positivo”.

Roberta sonha em cursar Direito e seguir o caminho do pai e dos três irmãos. “Apesar de ter uma família voltada para a área jurídica, eu sempre tive a liberdade de escolher a faculdade que quisesse. Mas, ver meu pai e meus irmãos trabalhando despertou em mim o desejo de seguir a mesma carreira”.

A estudante diz não ter gostado da divisão das etapas da prova em finais de semana diferente, pois isso aumentará ainda mais a ansiedade.

“Vou ficar pilhada. Vou ter um espaço de uma semana, que não saberei ao certo se estudo mais um pouco ou se me desligo de tudo e descanso para a segunda etapa”.

Ansiedade

O psicólogo especialista em Terapia Comportamental, Paulo Corrêa diz que a ansiedade é inevitável e pode prejudicar o candidato desde o período de estudos até o dia da prova. “Isso é normal e, muitas vezes, a ansiedade é considerada saudável.

A sensação é uma questão de instinto numa situação de risco. Trata-se de uma resposta de preservação, e o que devemos observar é a intensidade desse sentimento”.

O especialista destaca que a ansiedade pode trazer dois resultados. Um é fazer com que o indivíduo entre em ação, com uma postura positiva, ou ele paralisa, ficando vulnerável.

“Quando a ansiedade acontece de forma equilibrada, ela pode funcionar como uma mola propulsora na preparação para a prova”.

Faltando exatamente 30 dias para o primeiro dia de prova do Enem, Corrêa diz que cada candidato pode agir de uma forma com relação aos estudos, mas este deve sempre analisar o que é melhor para seu desempenho enquanto concorrente à uma vaga na faculdade e curso almejado.

Segundo ele, há pessoas que já estudaram bastante e preferem se isolar e estudar sozinhas, porque acham que esse clima de “aulão” aumenta a ansiedade e se sentem mais pressionadas. Mas há aqueles que acreditam que uma boa revisão pode ajudar, especialmente, em se tratando da área de maior dificuldade.

“Cada candidato é que tem que saber o que pode provocar menos ansiedade para ele mesmo. Sem dúvida, essas dicas podem ser muito positivas nos momentos que antecedem o exame”.

FONTE:GAZETA DIGITAL

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