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Juíza manda Silval apresentar ao Ciopaer avião entregue em ação

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A juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, determinou que o ex-governador Silval Barbosa apresente ao Centro Integrado de Operação Aéreas (Ciopaer), em até 10 dias, a aeronave que ele devolveu ao Estado.

 

A decisão é do dia 14 e foi publicada nesta segunda-feira (21).

 

O avião PT- VRX, modelo EMB-810D, é avaliado em R$ 900 mil e faz parte do rol de bens devolvidos pelo ex-governador em razão dos crimes que ele confessou ter cometido no âmbito da Operação Sodoma. Os bens são avaliados em R$ 46 milhões.

 

“Intime-se a defesa de Silval da Cunha Barbosa a fim de que apresente, no prazo de 10 dias, a aeronave prefixo PT- VRX, modelo EMB-810D, ao Ciopaer, a fim de que a empresa Goiás Manutenção de Aeronaves proceda a inspeção solicitada”, oficiou a magistrada.

 

A determinação teve como base um ofício enviado pelo Estado, que manifestou interesse de usar o avião para auxiliar o Ciopaer em ações de Segurança Pública.

 

O Estado também oficiou estar interessado em outros três imóveis devolvidos por Silval: um lote urbano localizado no município de Sinop, com dois mil e quinhentos metros quadrados; um imóvel localizado nos lotes 1 e 2, Quadra 13, Rua Amsterdam Bairro Rodoviária Parque em Cuiabá, com edificação; e o imóvel consistente nos lotes 3 e 4, da Rua Amsterdam, Quadra 13, Bairro Rodoviária Parque Cuiabá.

 

Em relação a estes bens, a Secretaria de Estado de Gestão está fazendo uma avaliação para, só após, decidir qual será a destinação, que pode ser o de leiloar os terrenos ou de o próprio Estado usá-los para alguma ação específica.

 

Silval estava preso desde setembro de 2015 por conta das 5 fases da Operação Sodoma, mas foi solto em junho deste ano após confessar os crimes e devolver os R$ 46 milhões em bens.

 

Na Sodoma 1, Silval é réu por liderar esquema que consitia na exigência de propina de R$ 2,5 milhões ao empresário João Batista Rosa para concessão de incentivos fiscais às empresas do mesmo.

Na 2ª e 3ª fase da operação, ele também é acusado de exigir propina dos empresário Willians Mischur e Julio Tisuji, da Consignum e Webtech, respectivamente, para a manutenção do contrato das empresas com o Estado. Parte do dinheiro teria sido usado pelo ex-secretário de Administração, César Zílio, para a compra de um terreno de R$ 13 milhões na Avenida Beira Rio.

Na Sodoma 4, o ex-governador é apontado como líder do esquema que culminou no pagamento de R$ 31,7 milhões para a desapropriação de um terreno no Bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá, sendo que metade do valor (R$ 15,8 milhões) teria retornado como propina ao grupo.

Já na 5ª fase da Sodoma, Silval é acusado de ter contribuído para um esquema que planejou e executou um desvio de R$ 8,1 milhões dos cofres do Estado por meio de contratos e de compras fraudulentas de combustível da Marmeleiro Auto Posto Ltda. e daSaga Comércio e Serviço Tecnológico e Informática Ltda.

 

O ex-governador também firmou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR), que foi homologada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Fonte: MidiaNews

 

 

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