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Contratações superam demissões pela 1ª vez desde 2014 e MT é 2ª melhor Estado

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Mato Grosso admitiu 34,3 mil novos trabalhadores em julho de 2017, mantendo um saldo positivo de 8 mil contratações, com 26,2 mil desligamentos ocorridos no decorrer do mês. Isso revela que o mercado de trabalho formal empregou mais do que demitiu neste ano em Mato Grosso.

Os números colocam Mato Grosso em segundo lugar no ranking geral de contratações, ficando atrás apenas do estado de São Paulo, que manteve o saldo positivo de 21,8 mil novos postos de trabalho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta quarta (9).

O Caged revela também que o Brasil gerou 35,9 mil vagas formais de emprego em julho deste ano. No mês passado, foram registradas 1.167.770 contratações e 1.131.870 demissões de trabalhadores com carteira assinada em todo o país.

Esse foi o quarto mês consecutivo com criação de vagas com carteira assinada e a primeira vez, desde 2014, em que as contratações superaram as demissões em julho, o melhor mês em quatro anos.

No acumulado de janeiro a julho deste ano, ainda de acordo com o governo, foram gerados 103,2 mil empregos com carteira assinada. No mesmo período do ano passado, o governo informou que foram demitidos 623,5 mil trabalhadores em todo o país.

Em Mato Grosso, o ranking por setor que mais contratou foi agronegócio, com 3,2 mil; indústria, 2,2 mil; produção de alimentos e bebidas, 1,2 mil; serviços, 1,1 mil; construção civil, 893; varejo, 588; e comércio com 538.

Explicação

O secretário de Trabalho e Assistência Social (Setas), Max Russi, avalia que os dados do Caged mostram que a economia brasileira e a de Mato Grosso está dando sinais gerais de recuperação.

“Tivemos um boa recuperação na economia, boa parte disso devido ao setor do agronegócio industrial, que sempre é um grande gerador de emprego. É um bom sinal de recuperação e a Setas vai continuar atenta no atendimento dos Sines e prestando o atendimento adequado para o trabalhador e empresário, que busca mão de obra”, disse.

O adjunto de Trabalho e Emprego, Samir Prado, comenta que um dos carros fortes para o aumento das contratações é a construção civil, com a retomada de obras na Capital e no interior do Estado.

“Tradicionalmente a agropecuária é que eleva o índice de empregabilidade no Estado, mas nesse setor existe a sazonalidade. E em abril, a construção civil foi o fiel da balança e puxou os dados positivos do Estado. As contratações são resultado das obras do Governo do Estado, empreendimentos em municípios do interior, especialmente nas cidades polo, a exemplo de Rondonópolis, Sinop, Lucas do Rio Verde e outras”, afirmou Prado. (Com Assessoria)

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